Tudo sobre a integração das bicicletas no metrô e outros modais

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Em que ponto estamos e pra onde podemos ir pra integrar bicicletas com o transporte público?

É comum que moradores de grandes centros urbanos precisem viajar vários quilômetros para chegar até o trabalho ou a escola. Nessas viagens, quem utiliza o transporte público para seu deslocamento, faz por vezes mais de uma viagem para chegar ao destino.

A espera de dois ou mais ônibus – ou outros modais – aumenta em muito o tempo de locomoção, diminuindo a qualidade de vida das pessoas. Mas essa realidade pode ser diferente. Quer ver como?

Neste post você verá:

  • O que são linhas alimentadoras;
  • As vantagens das bicicletas como modal alimentador;
  • O que é um Plano de Mobilidade;
  • A situação atual dos bicicletários e ciclovias na cidade de São Paulo.

Bicicletas como modal alimentador

As linhas de ônibus alimentadoras, que saem do seu bairro e levam até modais de alta capacidade, como metrô, podem ser substituídas por bicicletas. As “magrelas” são mais econômicas, eficientes e diminuem o caos no trânsito. Podem, também, trazer mais gente para o transporte público, pois diminuem atritos existentes nos bairros até as estações de trem, metrô ou BRT.

Uma pessoa saudável anda confortavelmente até 1km para estações de transporte, numa caminhada de 12 minutos. Com o uso da bicicleta, até 3km podem ser percorridos diariamente por cerca de 20 minutos para se chegar a estações de transporte de alta capacidade.

Veja só: no Rio de Janeiro, 47% da população mora em até 1km de alguma estação de transporte público de alta capacidade, como metrô, VLT, etc (ITDP, 2016). Quando aumentamos a distância para 3km, trajeto ideal para viagens de bicicleta diariamente, esse número sobe para 91%. Ou seja, as bikes têm o potencial de preencher essa lacuna entre os habitantes e os modais de transporte mais rápidos e eficientes.

Pense você no seu caminho. Quanto tempo gasta indo até o ponto de ônibus, esperando e viajando até seu destino? O trânsito pode tornar trajetos curtos em verdadeiras maratonas! Os trechos complementares, no Brasil quase inteiramente feitos via ônibus, podem ser mais rápidos com as bikes.

PlanMob como ferramenta para mudar essa realidade

Os PlanMob são instrumentos de planejamento da mobilidade urbana nos municípios brasileiros. Cada cidade é responsável pelo seu, e em muitas não há citação sobre as bicicletas. Tampouco, há qualquer coisa sobre a integração dos modais existentes com esse meio de transporte alternativo.

Bons PlanMob entendem que é preciso diminuir a quantidade de ônibus nas ruas. Dessa forma, equilibra-se com melhorias no transporte de alta capacidade e incentivo às bicicletas. Para isso, é necessária a criação de ciclovias e bicicletários em estações e lugares públicos.

Outro ponto importante é o oferecimento de bicicletas à população, seja com dinheiro público ou com parcerias privadas. Campanhas de incentivo também devem fazer parte do escopo de um PlanMob voltado à integração com bicicletas.

Existe um movimento, organizado pelas associações Bike Anjo e União dos Ciclistas do Brasil, que cobra do poder público planos que pensem nas bicicletas. Você pode conferir como ajudar ou levar a campanha para sua cidade entrando no site deles.

Bicicletários e ciclovias hoje em São Paulo

Nos últimos anos a oferta de bicicletários e ciclovias aumentaram muito em São Paulo. Contudo,ainda são insuficientes para atender todo mundo. Sem essas estruturas fica impossível ver as bicicletas como um meio de transporte amplamente usado.

Para finalizar, se você já é adepto (a) das bikes ou pretende começar, veja abaixo pontos para guardar suas bicicletas e caminhos com ciclovias. Note também como há margem para ampliar o acesso.

Mapa dos bicicletários em São Paulo.

Mapa das ciclovias em São Paulo


Edição do mapa por Vá de Bike. Se quiser ver o mapa interativo, clique aqui.

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