5 tendências no transporte público pelo mundo

É possível melhorar o transporte público com investimentos em tecnologia e inovação

A rotina de entrar em um carro e enfrentar horas no trânsito das grandes cidades tem ficado cada vez mais exaustiva. Com isso, muita gente já percebeu que optar pelo transporte público é a melhor opção para chegar na hora certa e se estressar menos, apesar de todos os problemas que nós conhecemos.  

Embora isso seja verdade, os modais no Brasil e no mundo ainda vivem no passado. As regulações e as tecnologias são datadas e podem ser substituídas ainda hoje por sistemas mais eficientes. 

Esse artigo vai mostrar 5 tendências no transporte público mundial que têm impactado significativamente a forma como pessoas se locomovem pelas cidades. Confira!

Parcerias público privadas em software e Big Data

A integração de informações de diversos sistemas sempre foi um problema para empresas públicas. Pensando nisso, novas e desafiadoras startups vêm rompendo com esse paradigma ao criar softwares de código aberto. Esse códigos podem ser usados por diversos players e melhorar a qualidade dos serviços.

Horário do ônibus, pontos próximos e rotas mais rápidas são algumas das opções que a tecnologia pode oferecer aos consumidores do transporte público. Para as empresas, cálculos de manutenção e otimização da infraestrutura geram menos gastos.

Investe-se muito hoje na integração de diversos modais, como táxis e bicicletas, para que se incorporem num mesmo aplicativo.

Já abordamos no blog nossos apps de horário do ônibus favoritos na capital paulista, e alguns deles contam com recursos muito interessantes. Tudo isso nos leva a segunda grande tendência:

Integração dos modais em um mesmo passe

É comum que metrô, trem e ônibus exijam bilhetes diferentes, ainda mais se colocarmos outras cidades na análise. A Região Metropolitana de São Paulo é um exemplo.

Porém, hoje é cada vez mais necessária a completa integração entre os modais e sistemas, utilizando um mesmo passe com um único pagamento.

Você, que sempre usa ônibus, metrô e um trecho de bicicleta para chegar ao trabalho todos os dias, por exemplo, pode ter na palma da mão o acesso a todos os serviços com um pagamento único e direto.

Assim, sem necessidade de filas, cartões diferentes e diversas transações. Cada etapa a menos representa uma economia significativa de tempo para as pessoas e um trânsito mais fluído.

O Bilhete Único de SP representa uma importante ferramenta nessa direção, embora não contemple  todas as possibilidades existentes na cidade. 

E-tickets

A última tendência está totalmente ligada aos e-tickets, ou bilhetes eletrônicos. Em Londres o dinheiro foi abolido das transações no transporte público, e smartphones têm sido cada vez mais usados como substitutos dos cartões no pagamento das viagens.

Em 2016, a American Public Transit Association e o Near Field Communication (NFC) Fórum se comprometeram a educar o mercado sobre as possibilidades de integração da tecnologia NFC em pagamentos no transporte público. Aqui em São Paulo já existe gente trabalhando com NFC para acesso aos modais.

Como toda nova tecnologia, existem alguns entraves para sua aplicação, sobretudo em países em desenvolvimento. Por isso, as principais soluções concentram-se atualmente em inovar nas formas de recarga do Bilhete Único pela internet. É possível fazer a compra de créditos por aplicativos e até pelo Facebook.

Novos sistemas baratos e eficientes

A malha de transportes públicos no Brasil é, no geral, pequena em relação a demanda. Além disso, diversos problemas políticos e burocráticos impossibilitam que obras avancem como deveriam.

O mundo inteiro sofre com esses problemas, e temos visto a escolha por modais mais baratos e eficientes. O Teleférico e o BRT (Bus Rapid Transit), ambos já usados no Brasil, estão em alta.

O Teleférico foi responsável por dar uma cara nova às periferias de Medelín, na Colômbia. O modal fez parte de um plano de revitalização da cidade que, no início do século, enfrentava uma grande crise como a que acontece no Rio hoje. O México também experimentou o modal e os resultados têm sido ótimos para toda a população.

O BRT, modelo aplicado pela primeira vez no mundo em Curitiba, nos anos 1970, têm ganhado destaque. Existem obras novas para implementação do BRT em Salvador e Campinas. E estima-se que 300 cidades do mundo todo usem o sistema criado aqui no Brasil. Entre elas São Paulo e Rio de Janeiro.

Veículos não poluentes

Na União Europeia, dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis indicaram um aumento de 26,9% de veículos que usam energias alternativas na região. Entre elas as baterias elétricas e os chamados ‘híbridos’.

O incentivo a compra de carros elétricos tem se espalhado por planos de governo, algo ainda indisponível no Brasil: são poucas as opções de modelos e a frota elétrica atualmente representa apenas 0,02% de todos os carros.

Se o transporte público tomasse a dianteira nesse assunto, haveria mais incentivo para a produção nacional de veículos elétricos. Isso agregaria às metas de diminuição da poluição e melhora da qualidade de vida que o país possui.

Todas essas tendências ainda engatinham no Brasil e precisam de um amplo apoio da população, do setor privado e público.

Assim como alguém pode se deslocar de carro de forma rápida e barata, com Uber e afins, sem preocupar-se com combustível, estacionamento, etc. a tendência é que andemos de transporte público sem dificuldades com emissão de bilhetes e a recarga.

Nesse mundo integrado todo mundo sai ganhando, não é? Compartilhe essas ideias na sua rede!

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