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Agora é simples com ONBOARD #51

O êxodo das gestoras de bilhetagem

Como previsto no artigo anterior sobre as tendências para a mobilidade urbana em 2021, a cidade do Rio de Janeiro é uma das primeiras a apresentarem o êxodo das gestoras de bilhetagem.

Essa medida provém, dentre outros motivos, da necessidade de sobrevivência do setor nesse momento em decorrência principalmente da queda de passageiros e o enorme prejuízo registrado no transporte.

Com isso, a Prefeitura do Rio de Janeiro busca o reequilíbrio de seus contratos de forma encerrar os processos de concessão e passar ao poder público a gestão do sistema de bilhetagem e do sistema de BRT do município.

O objetivo é reequilibrar o sistema financeiro, facilitar a auditoria das informações e oferecer um serviço de qualidade à população.

Leia na íntegra: Como a ONBOARD já havia previsto, o êxodo das gestoras de bilhetagem começou

Leia na íntegra: Como a ONBOARD já havia previsto, o êxodo das gestoras de bilhetagem começou

O futuro do trabalho é um modelo híbrido de casa e escritório.  A quarentena impulsionou a adoção do home office em muitas empresas e, segundo especialistas, o modelo veio para ficar. Porém, sua aplicação varia. Saiba mais.

Governos e Prefeituras divulgam novos projetos de mobilidade urbana e Projeto de Lei prevê alteração do CIDE-Combustíveis para CIDE-Carbono, no entanto apresenta inconsistências. Saiba mais.

Governador, prefeito e vereador propõem mudanças para a mobilidade urbana nas cidades de São Paulo que alteram subsídios, gratuidade e nova proposta para uso do cartão de ônibus em táxis. Saiba mais.


Rapidinhas: Os links que nos deram insights durante a semana. 

Kansas City é a primeira cidade grande dos Estados Unidos a lançar um sistema de transporte público gratuito. De acordo com o prefeito, o financiamento do sistema será possibilitado da mesma forma com que o Corpo de Bombeiros, a coleta de lixo e a construção de novas estradas funcionam hoje.

A Pesquisa Origem Destino, maior levantamento de mobilidade urbana realizado no Brasil, será realizada em formato digital como piloto para avaliação da possibilidade de uso de novas tecnologias no levantamento. 

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O home office veio para ficar?

A maioria das multinacionais que atuam no Brasil apostam no home office para o pós pandemia, no entanto, a aplicabilidade pode ser diferente nas regiões do país

O home office aumentou significativamente no Brasil durante pandemia. De acordo com dados do IBGE da 1ª quinzena de agosto de 2020, 32,3% das empresas adotaram o trabalho domiciliar (teletrabalho, trabalho remoto e trabalho à distância).

Várias empresas anunciaram que vão manter o trabalho remoto mesmo depois da pandemia. De acordo com pesquisa da consultoria Cushman & Wakefield, 74% das multinacionais que atuam no Brasil projetam adoção do home office no pós-pandemia.

De acordo com a consultoria, obtida pela Exame, a pesquisa foi realizada com 122 executivos de multinacionais que atuam no país. Como resultado, para 25,4% das pessoas entrevistadas, a experiência do trabalho remoto é totalmente positiva e, para 59%, há mais pontos positivos do que negativos.

Todavia, antes do isolamento social, 42,6% das empresas brasileiras nunca tinham adotado a prática. Além disso, cerca de 24% das companhias apenas consideravam o home office como uma possibilidade apenas em análise, nada concreto.

O que se projeta agora é um cenário definitivo de ao menos 30% na adoção do home office no País, em relação ao quadro pré-pandemia, segundo o professor André Miceli, coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Muitas empresas não testavam o home office ou, se testavam, ficavam com a sensação de que não funcionava. Mas é um modelo que foi posto à prova de uma forma que não havia sido antes”

– André Miceli para o Estadão.

No entanto, a proporção do teletrabalho nas regiões do Brasil não é igual. O Sudeste apresenta o maior índice atualmente, com 41,2% de adoção do home office, seguido pelo Nordeste (29,5%), Centro-Oeste (23,%), Sul (20,5%) e Norte (19,6%).

Mesmo assim, a mudança na modalidade de trabalho e consequente redução de pessoas circulando nas cidades não influenciará muito no trânsito e na mobilidade urbana. Isso se deve à correlação com a possibilidade de home office e a renda per capita dos estados brasileiros. 

De acordo com estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), economias de baixa renda apresentam parcela menor de trabalhos que podem ser realizados remotamente. Apenas 22,7% dos empregos no Brasil podem ser realizados inteiramente em casa.

No entanto, há variações significativas entre as diferentes Unidades da Federação (UFs) e os tipos de atividades ocupacionais. O Distrito Federal, por exemplo, apresenta o maior percentual de potencial para home office (31,6%), enquanto o Piauí apresenta o menor percentual (15,6%).

No que diz respeito as atividades ocupacionais, profissionais das ciências e intelectuais apresentam o maior potencial de teletrabalho (65%), seguido por Diretores e Gerentes (61%). Já para as funções como agropecuária, florestais, operação de instalações, máquinas e montadores, membros das Forças Armadas, policiais, bombeiros militares e outros, não apresentam potencial de aplicabilidade.