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Aumento do valor da Zona Azul em Porto Alegre passa a valer em abril

A arrecadação de valor proveniente do estacionamento rotativo poderia ser destinado à melhoria do transporte público na cidade, porém EPTC aponta que isso não está relacionado

Foto: Dário Gonçalves.

Porto Alegre passa por reajuste no valor do estacionamento rotativo. A permanência de 30 minutos passará de R$1,05 para R$1,15; para o período de 1 hora, o reajuste será de R$0,20 passando para R$2,30; 90 minutos aumenta R$0,30, chegando a R$3,45; e o período máximo, de 2 horas, passará a custar R$4,60, um reajuste de R$0,40. Além disso, há alteração nas áreas azuis em parques, que passam de R$5,25 a R$8,40 para R$5,75 a R$8,05.

Apesar de estar previsto em contrato de concessão, o reajuste anual não era alterado desde outubro de 2018, quando o valor aumentou de R$ 1 para R$ 1,05. Atualmente, a empresa responsável pelo sistema na cidade é a Zona Azul Brasil. O reajuste já havia sido sugerido em fevereiro pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Záchia, mas entra em vigor apenas em abril.

Hoje, ainda é possível realizar a compra de créditos para emissão de tíquete avulso em bancas de revistas e bares licenciados, no entanto, o parquímetro é algo ultrapassado e a tendência é que isso deixe de existir e o sistema passe todo para o digital. A digitalização permite maior controle e fiscalização do sistema.

As áreas que possuem Zona Azul são uma solução de estacionamento que organiza o espaço das ruas e avenidas de uma cidade, além de incentivar a rotatividade de vagas e gerar receitas para os cofres públicos. No entanto, hoje, um sistema que deveria funcionar como regulador ao uso do carro, tem o seu peso revertido para o estímulo ao uso do veículo particular ao invés do transporte público devido ao seu baixo valor comparado ao do ônibus. Dessa forma, é necessário que políticas mais eficientes possam equilibrar esse sistema.

Em decorrência da concessão, cerca de 37% do valor arrecadado pelo estacionamento rotativo é destinado à prefeitura. Para isso, especialistas indicam a necessidade de destinar os recursos ao serviço de transporte público como tendência à melhoria da mobilidade urbana nas cidades. No entanto, a Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC) aponta que o reajuste está previsto em contrato, porém não está relacionado com auxílio ao transporte público.

Hoje, a Zona Azul em Porto Alegre rende cerca de R$ 6 milhões aos cofres públicos.

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Edição especial: ONBOARD é destaque na mobilidade – Não durma no ponto!

As principais notícias da última semana em uma leitura rápida e informativa. Comece a semana conectado no mundo. Não durma no ponto!

É com grande orgulho que venho anunciar: ONBOARD, criadora do Agora é Simples, é uma das Top 10 em Mobilidade no Ranking 100 Open Startups!

A plataforma de matckmaking 100 Open Startups realiza um processo anual que mede a atratividade das startups. Em sua 5ª edição, elegeu a ONBOARD como uma das mais atrativas para o setor de mobilidade. A solução proposta foi o sistema de Bilhetagem Digital e aberto. 

A ONBOARD foi a única empresa no Ranking com solução voltada ao transporte público. Em um momento delicado da história do setor, Luiz Renato M. Mattos, CEO da ONBOARD, compartilha: “Este reconhecimento […] é a prova de que com a ajuda da ONBOARD o transporte público pode sim recuperar a sua competitividade e se tornar reconhecidamente inovador.”

Acesse a notícia para saber mais sobre a premiação.

Falando em mobilidade…

Existem algumas pautas obrigatórias a serem discutidas dentro de cada Prefeitura e uma delas é a mobilidade urbana. Essa pauta diz respeito à forma como as pessoas se deslocam dentro da cidade.

No dicionário, mobilidade significa “facilidade para se mover”, ou seja, na teoria, significa tornar esse movimento fluido e prático. Dessa forma, dentro da prefeitura há responsáveis por projetos na área e, em tempos de eleições, nada melhor do que ficar sabendo o que seu candidato ou candidata pretende para a mobilidade da sua cidade.

Dentre análises de postulantes de três cidades (São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre), a Redação Agora é Simples produziu uma entrevista exclusiva com Marina Helou, candidata à Prefeitura na cidade de São Paulo do partido Rede Sustentabilidade.

“Nossa proposta de governo prevê a reavaliação da tarifa e a definição participativa do orçamento municipal. Também há outras possibilidades [de recursos], como os obtidos pela Zona Azul, a exploração de espaços publicitários nos veículos, pontos de ônibus e locais estratégicos pela cidade, com respeito à Lei Cidade Limpa, cujos recursos podem ser revertidos à melhoria do sistema.”

– Marina Helou em entrevista ao Agora é Simples.

Saiba os detalhes do plano de governo para a mobilidade de Marina Helou na íntegra.

Não fique por fora das mudanças na Zona Azul em SP

Quem anda de carro já sabe, para estacionar em Zona Azul precisa possuir o CAD (Cartão Azul Digital). 

O CAD, possibilitado a partir da digitalização da zona azul de São Paulo desde julho de 2016, foi implantado pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET – SP) para substituição dos antigos talões de papel.

No entanto, a Prefeitura de SP abriu um edital de concessão ano passado e a Estapar, empresa privada de estacionamentos, vai assumir a gestão da Zona Azul a partir do dia 17 de novembro.

Essa troca de gestão trará algumas mudanças para os clientes. Para saber mais, clique aqui.

E mais: Novo transporte de alta velocidade a vácuo!

Desenvolvedores e futuristas planejam transportes diferenciados desde antes dos Jetsons – até falamos sobre os carros voadores aqui.

O novo modelo agora é o transporte desenvolvido pela Virgin Hyperloop, empresa americana de tecnologia de transporte. A empresa realizou recentemente o primeiro teste com pessoas a bordo em Nevada, nos Estados Unidos.

O transporte é realizado através de uma cápsula que, a vacuo, chega a uma velocidade de 160 km/h. Confira o vídeo do teste:

Chegamos ao ponto final. Nos vemos na próxima?

Além de acompanhar o painel “Não durma no ponto!” toda segunda-feira, você pode receber em primeira mão as novidades em inovação na mobilidade e no transporte público através da nossa newsletter. É grátis e sem spam!

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Mudanças na Zona Azul de SP a partir de 17/11

Estacionamento rotativo de São Paulo passará a ser administrada por empresa privada que promete melhorias na gestão das vagas na cidade

Foto: Felipe Gabriel/Folhapress

A Zona Azul de São Paulo passará a ser administrada pela empresa privada Estapar. O processo de concessão começou em janeiro de 2019 e, a partir do dia 17 de novembro de 2020, a empresa vai assumir a gestão do estacionamento rotativo. O contrato da concessão foi assinado em maio deste ano e valerá por 15 anos.

Para os clientes, a promessa é de um serviço mais moderno sem aumento do valor da tarifa. Além disso, os 13 aplicativos que estão credenciados para vender o CAD (Cartão Azul Digital) continuarão operando até fevereiro. Após a mudança, a aquisição eletrônica dos CADs será exclusiva do aplicativo da Estapar, com cartão de crédito.

“Atualmente existem cerca de 43 mil vagas e a partir do dia 17 isso vai para 51 mil vagas, todas mapeadas digitalmente.”

comenta Fernando Zillo, diretor executivo da Estapar, em entrevista ao Bom Dia SP. 

A mudança permitirá o monitoramento em tempo real e funcionará como um guia online para motoristas. Ao inserir o endereço de destino, o aplicativo exibirá um mapa com ruas verdes (caso mais da metade das vagas estejam disponíveis), ruas amarelas (50 a 80% de ocupação) ou ruas vermelhas (mais de 80% de vagas ocupadas).

A proposta permitirá o planejamento de onde estacionar nas ruas de São Paulo. De acordo com o Jornal Bom Dia SP, as regiões Centro e Zona Leste compreendem mais da metade das zonas azuis, 28% ambas, compreendendo 56%, seguido da zona Oeste (24%), Zona Sul (17%) e Zona Norte (3%).

A proposta de digitalização do sistema vem por meio de dados que indicam que mais da metade das pessoas que param em Zona Azul não respeitam o tempo limite, extrapolando devido a falha na fiscalização. Assim, com essa proposta, a fiscalização será mais efetiva, rotacionando uma maior quantidade de vagas do que atualmente.

Segundo nota enviada pela prefeitura paulistana, com o novo contrato, a concessionária “deverá modernizar o sistema com o emprego de tecnologias de identificação automatizada de uso das vagas; os serviços de aquisição de Cartão Zona Azul Digital e de informação ao usuário sobre vagas disponíveis para estacionamento em tempo real na cidade; e diversificar os meios de pagamento para o usuário”.

No entanto, a concessão da Zona Azul não é um consenso entre especialistas da área. De acordo com estudo Cidade Estacionada, São Paulo pode perder até R$1 bilhão durante a duração do contrato, em comparação ao que poderia ganhar se continuasse a gerir o sistema com algumas alterações, além de permanecer com a autonomia da gestão.